A Biblioteca Lenyra Fraccaroli iniciará no dia 22 de março uma oficina de palhaço gratuita. A Oficina de Clown – Riso Terapia será ministrada pelo Prof. Ramon Lemos e, recriando a atmosfera circense, investigará o universo dos clowns. Com o uso de improvisação, o curso pretende desenvolver criatividade, expressão artística e a sensibilidade através do riso e de todos os benefícios que ele provoca.
Oficina de Clown - Riso Terapia - Inscrições até 21 de março
Terças das 14h à 17h - 22 de março a 07 de junho
Biblioteca Lenyra Fraccaroli
Praça Haroldo Daltro, 451 Vila Nova Manchester - São Paulo, SP
No Centro Cultural São Paulo aconteceu uma oficina realizada por Marcelo Castro e William Amaral com o objetivo de assessorar jovens atores-criadores na construção de números cômicos e,depois de 3 meses de trabalho, o resultado pode ser conferido no espetáculo “Cabaré Zona de Riso” que estreia dia 13/03 no Espaço Cênico Ademar Guerra.
Além dos participantes da oficina, a peça conta em seu elenco com Fernando Sampaio (La Minima) e Márcio Pial (Stand'up) além dos próprios idealizadores em cena. Venha se divertir e dar boas risadas!!!
"Cabaré Zona de Riso" de 13/03 até 17/04
Domingos, às 20h - Entrada franca (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão) Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro 1000 (metro Vergueiro) Espaço Cênico Ademar Guerra (100 lugares) - Censura 12 anos - Duração - 60 minutos
Direção: Marcelo Castro e William Amaral. Elenco: Fernando Sampaio, Márcio Pial, Marcelo Castro, William Amaral, Adriana Peraro, Clayton Yaso, Edna de Castro Sousa, Giuliano Pallos, Pedro Macedo, Sílvia Lhullier, Silvia Braun e Wilson de Moraes.
Mais uma vez o Cine Belas Artes precisa da nossa ajuda.
A Comissão do Movimento pelo Belas Artes está organizando uma AUDIÊNCIA PÚBLICA a ser realizada na CÂMARA MUNICIPAL de São Paulo, que irá tratar sobre a salvaguarda do Cine Belas Artes e Políticas Públicas em defesa ao patrimônio cultural e artístico imaterial.
É muito importante a presença dos paulistas com interesse em proteger nossa história, por isso compareça e, se não for possível, divulgue esse evento. Vamos ajudar a manter o nosso cineclube que orgulhosamente ostenta os dizeres “Desde 1964”.
Sala Sérgio Vieira de Melo – 1º subsolo da Câmara Municipal de SP
Viaduto Jacareí, 100 – República São Paulo - A partir das 19h.
Este é o trailer do espetáculo que eu faço parte, “Cabaré Zona de Riso”, que estreia dia 13 de março no Centro Cultural São Paulo.
Riso garantido ou seu dinheiro de volta.
Entrada Franca – Centro Cultural São Paulo – Metro Vergueiro
Estreia 13/03 – Domingos 20h
Direção: Marcelo Castro e William Amaral
Elenco: Fernando Sampaio, Márcio Pial, Marcelo Castro, William Amaral, Adriana Peraro, Clayton Yaso, Edna de Castro Sousa, Giuliano Pallos, Pedro Macedo, Sílvia Lhullier, Silvia Braun, Wilson de Moraes
Com um espetáculo prestes a estrear, os desejos de boa sorte, sucesso e merda são frequentes dos amigos. Alguns não entendem a expressão (minha mãe, com vergonha, desejou cocô), então aqui vão duas possíveis explicações para o uso desta palavra.
Primeira Versão:
Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade.
No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo.
Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô.
Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.
Segunda Versão:
Antigamente as pessoas chegavam aos teatros em carruagens. Quanto mais carruagens, mais merda os cavalos deixavam nas ruas e calçadas.
Assim, muitas pessoas entravam no teatro com os sapatos sujos, de merda, e quanto mais merda deixada nos capachos, mais a casa estaria cheia.
Essas histórias surgiram na França e a segunda versão é mais aceita. Na Inglaterra o habito é de falar “Break a Leg” (quebre a perna), mas esta expressão não é tão popular por aqui.
Dizer “boa sorte” dá azar e agradecer quando alguém deseja merda também. O correto seria responder “merda” também. Superstição? Talvez! Mas todos os signos, ritos e mantras do teatro só enriquece a celebração. Então … Pra que contrariar?
Foi quando eu pesquisava sobre cursos a fazer que decidi que Clown seria uma prioridade. Após assistir “I Clown” de Fellini e ler “Manual Minimo do Ator” de Dario Fo, a certeza só fortaleceu, eu iria fazer um curso de Clown.
Esta foi a 2º oficina que realizei, entre a de Mimica e a de Commedia dell'arte, e foi fundamental para me entender até como pessoa. Adianto que o curso de palhaço não é pra qualquer um e muito provavelmente você não aprenderá nada que já não estivesse dentro de você. Se redescobrir de uma maneira ridícula e permitir que o espectador ria com isso pode fazer pessoas entrarem em parafuso com suas vaidades e ego.
O doação do palhaço para com o publico é imensa pois ele permite que riam de seu erros, bobagens e dor, fazendo assim, o publico ri de si mesmo, afinal, quem nunca fez uma palhaçada sequer. Mas existe uma proteção, a menor mascara do teatral, o nariz vermelho (na verdade pode até ser de outra cor).
Mas nela também existe uma obrigação de fazer rir... Um fardo difícil, principalmente para quem está estudando a arte. É necessário a ausência de um senso auto-critico forte durante a cena, pois este poderia acabar com elementos importantes para o clown como o positivismo e a disponibilidade.
Ao contrario que muitos pensam, fazer graça não tem graça! O palhaço não se acha engraçado, tudo aquilo faz parte de sua realidade e é feito com muita verdade cênica por mais que essa realidade seja distorcida, bizarra ou fantástica.
No curso de clown que fiz, aprendi mais sobre o meu “Eu” do que sobre ser palhaço. Na verdade descobri que eu já tinha muito palhaço. Também descobri algo curioso…
Um dia por azar (ou sorte) tive que representar Julieta Montecchio como palhaço e foi engraçado não só para mim, como pra quem assistia. Num outro exercício, o riso não estava acontecendo e o meu professor pediu para que eu continuasse como uma mulher … Foi hilário! Ele pediu para que eu não me chocasse e comentou que talvez o meu clown fosse feminino, que era muito engraçado quando eu interpretava uma mulher e que isso acontecia, por exemplo, também com o Pernalonga quando se vestia de mulher para enganar o Hortelino.
Depois surgiu uma audição e depois surgiu a “Sheyla Axé”…