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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Provas e Dicas

Julho é mês das férias, mas junho é mês de provas e trabalhos. No meu caso algumas provas de fogo como estreias (uma peça dia 11/06 e um stand´up no dia 21/06). Um dos trabalhos é atualizar minha pasta com analises das peças que assisti recentemente, analises que aproveito para postar de forma resumida neste blog para quem sabe convencer quem lê a sair da frente do PC e ir assistir algo. Será que eu consigo?

Peça – A Lua vem da Ásia – Centro Cultural Banco do Brasil - até 05/06

Baseado no livro de Walter Campos de Carvalho, o texto é apresentado em forma de diário, contando a trajetória de um ser incomum em busca de um intendimento perante a vida e a morte, desafiando com ironia a lógica deste mundo.

A peça inicia com o narrador-personagem contando que assassinou seu professor de lógica
em legitima defesa. Daí parte parte a montanha russa de relatos desconexos e curiosos, que fazem crer que a sanidade já não habita seu corpo. Ou seria ele habitante de um mundo insano?

Chico Diaz hipnotiza no olhar, no silêncio, no grito e na voz. No corpo alcança a leveza e liberdade que só a loucura contém. O ator também conduziu a adaptação do texto, um grande carrossel de lágrimas e risos do humor cruel, sarcástico e nonsenses do autor.

As projeções e a musica vem para realçar o que está vivo encena e, somados interpretação, nos traz este belo espetáculo leve e cruel. Rimos do que não somos, pelo fantástico, pelo absurdo até nos vermos com alguma semelhança com tal, nos sentimos presos e libertos. E a verdade ? Se desfaz numa nuvem de lógica.

Peça – Vamos?  (não consegui descobrir onde está em cartaz, sei que está viajando pelo interior de São Paulo)  
O cenário é comum (um apartamento). Um homem casado tenta seduzir uma mulher casada. Calma … não, não. Uma mulher casada tenta seduzir um homem casado. Ei! Calma ai! São dois homens! Ou são duas mulheres?

Difícil de definir e impossível não rir. Se a briga dos sexos já foi tema de muitas peças, está é uma das mais equilibradas, por não ser excessivamente machista ou feminista, pondo todas as possibilidades a prova.

O texto é inteligente, foge do obvio e da margem para os atores leva-lo as ultimas consequências, gerando cenas hilárias e situações imprevistas que leva o publico a gargalhada. Os atores sabem se aproveitar dos ganchos e, se “traem” nas improvisações, fazem de tudo também para manter o casamento perfeito entre texto e elenco, sendo difícil reconhecer o que escrito e o que é espontâneo.

Curiosos também o movimento que gera no espectador, pois logo de inicio vestimos a camiseta do sexo correspondente e de caçador prestes a atacar a presa , nos vemos no lugar da presa sendo atacada e ao invés de uma goleada, nos torcemos para um empate para sair com o time adversário para comemorar o resultado (mas nada impede de se comemorar entre membros da própria torcida).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Improvisando em condições imprevistas

A improvisação, assunto bastante tratado por este blog, virou espetáculo e, jogos que antes serviam para treinar o ator, hoje são apreciados nos palcos. O grande uso desta habilidade se faz quando um imprevisto acontece. Estou eu ,pronto para entrar no sábado a noite no Centro Cultural São Paulo com ajuda de um CD player emprestado (obrigado Paulo) e uma mala cheia de adereços para homenagear os grandes humoristas ( Chaplin, Mazarropi, Dercy, Oscarito e Jerry Lewis).

Ao abrir o elevador percebo que o lugar não está em condições para tal apresentação, um show acontece com musica no ultimo volume e, apesar de ter publico, ele está tão espalhado pelo local que seria impossível reuni-lo em algum canto. O que fazer?

Eu estava com a mascara negra de Arlequim (ele seria o anfitrião), uma mala enorme e sem saber ao certo o que fazer. Instintivamente fui ao encontro do publico e , ao abrir a boca, um sotaque estranho saiu e o primeiro comentário meu foi “não, eu não sou o Batman!”. Daí em diante não parei, fui improvisando me baseando na reação e consegui muitos sorrisos e varias risadas.

No dia seguinte, tive que me preparar muito pois a primeira apresentação era para as crianças e meu tipo de humor não é exatamente “infantil”. Com ajuda dos meus amigos Clari e Jucas (obrigado) preparamos algumas esquetes e a luta de palhaços estava armada. Subimos e … Cadê as crianças?

O CCSP estava com publico adulto circulando no seu interior e agora? Improvisar! Fui de encontro aqueles que passavam e ao abrir a boca um sotaque estranho saiu, um sotaque nordestino que não batia com o quimono japonês que eu vestia o que já gerava risadas e estranhamentos que já me davam base para improvisar sobre esta condição.

Depois, as 16h, subo de Sheyla Axé mais sossegado, afinal, improvisar com este personagem é mais fácil, pois tenho mais domínio sobre ele. Vou andando e brincando com todos que passam, na minha frente um grupo de crianças … Crianças ? E agora ? Improvisar !

Esta foi a mais difícil, responder aquelas perguntas se eu era homem ou mulher e um capetinha em forma de guri que queria puxar a peruca estava difícil, mas ao chamar os pais da garotada não para repreender, mas para participar da brincadeira, consegui segurar a situação e fazer a família rir junta.

Depois de duas horas sem parar, já mancando pelo salto e sem voz (que só me recuperei totalmente agora), termino minha participação na Virada Cultural. O que mais senti não o foi o pé ou a garganta, mas sim a satisfação do dever cumprido junto com a saudade daqueles que trabalharam junto comigo, saudade que durará até o próximo trabalho juntos.

Depois de me vestir, apesar de mancar e de estar já quase murmurando , faço um ultimo esforço, ando pelo CCSP novamente e recebo felicitações e agradecimentos daqueles que sofreram esta intervenção e do pessoal que trabalha no local. Eu que agradeço pelo feedback, pelas gargalhadas e por todo aprendizado que recebi naqueles dias. Teatro é via de mão dupla , quem se apresenta também recebe da plateia e essa sede de aplausos e riso que alimentam esta paixão de ir, ensaiar, apresentar e, se for preciso, improvisar!

sábado, 9 de abril de 2011

O que têm a nos ensinar os japoneses‏ - Monja Coen

Recebi este texto da minha professora de corpo Lianna Matheus. O desejo de compartilhar que ela teve eu também senti e seguindo este impulso, aqui está :  

JAPÃO

"Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro. Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las. Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.

A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima .

A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.

Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos - mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda-pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas, de verduras, do leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelas minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.

Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.

O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas, eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer: todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas."

Mãos em prece (gassho)

Monja Coen

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um Quase Aniversário Quase Oposto e Quase Obvio

Como já disse anteriormente, este não é um blog sobre minha vida pessoal mas, quando alguma pessoa que foi ou é importante na minha tentativa de construir uma carreira, esta pessoa é citada num texto no dia anterior ao seu aniversário.

O quase aniversário de hoje é um tanto obvio ou não. Obvio por que a família é muito importante mas, quem conhece a homenageada e eu, sabe que não é tão obvio assim.

Talvez seja muito difícil encontrar alguém tão oposto a mim quanto ela, mas quem diria, justamente na oposição veio sempre o primeiro apoio. Na minha família, minha irmã foi a primeira a me apoia na escolha desta profissão, foi a primeira dentro de casa a me ver em cena (quando eu tinha 16 anos) e também sempre foi a minha critica mais voraz.

Claro que criticas sempre construtivas, claro que sempre na tentativa de me direcionar para o bem e ,mesmo que as vezes não concordando, sempre com muito respeito. É possível a convivência de opostos com respeito (que pena que muita gente finge ignorar algo tão obvio).

Hoje minha maior critica está do outro lado do mundo e desta distancia não pode me assistir ao vivo, mas seu apoio via telefone, internet ou orações, são sentidas por mim e , acredite , deram muito resultado e acho que sem elas, eu não teria ido tão longe em tão pouco tempo.

Por tudo isso, maninha, desejo que feliz seja o seu quase-aniversário e todos os dias que o sucederem. Que você, meu cunhado e minha sobrinha volte pra perto logo, pois terá sempre três lugares reservados na primeira fila esperando.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Lenda vira realidade -> Vamos ajudar!

Sabe aquela lenda urbana de que ao ajuntar anéis de latinhas trocava-se por cadeiras de roda? Neste primeiro de abril a Guaraná Antartica transformou em realidade. Ao invés de aneis de latinha, joias no video abaixo será revertido em solidariedade. A cada 1000 joias, uma cadeira de roda será doada para uma instituição. Participe e comente com todos !

quarta-feira, 30 de março de 2011

Problemas Tecnicos

O blog passou por uma atualização de layout mas aconteceram alguns problemas sendo que, o mais grave, foi a perda dos comentários das postagens antigas. O problema foi reparado mas, os comentários antigos foram perdidos. Peço para quem lê este blog continue contribuindo comentando as postagens, pois este feedback é importante para o site prosseguir.


Desculpe o transtorno. Obrigado pela compreenção!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Curso Circo - Grátis

Vamos lotar novamente o curso
O circo está sofrendo baixas fortes nos últimos tempo e um lugar que se dedica a repassar e preservar a cultura circense está ameaçado. O Circo-escola do Centro Esportivo Educacional Vicente Ítalo Feola está com falta de alunos e precisa atingir a quantidade minima de 20 alunos para manter as suas atividades.

Trapézio, malabares, tecido, solo e cama elástica são algumas das atividades ensinadas no local e é indicado para todas as idades. Além de ser ótimo para o corpo, é altamente recomendado para quem deseja seguir o oficio de ator por trazer mais habilidades e abrir novas possibilidades.

Para se inscrever é fácil! Basta fazer uma carteirinha do clube (RG, foto 3x4, comprovante de residencia) e fazer um exame médico. É recomendado ir com roupas confortáveis. No intervalo do curso é entregue um pequeno lanche.

Não vamos deixar a cultura circenses morrer. Vamos aprende-la e repassa-la!

Circo-escola do Centro Esportivo Educacional Vicente Ítalo Feola - Grátis
Terças e Quintas - Manhã 9h até 12h e Tarde 13h até 16h
Praça Haroldo Daltro- Vila Nova Manchester

Oficina de Clown – Grátis

A Biblioteca Lenyra Fraccaroli iniciará no dia 22 de março uma oficina de palhaço gratuita. A Oficina de Clown – Riso Terapia será ministrada pelo Prof. Ramon Lemos e, recriando a atmosfera circense, investigará o universo dos clowns. Com o uso de improvisação, o curso pretende desenvolver criatividade, expressão artística e a sensibilidade através do riso e de todos os benefícios que ele provoca.

Oficina de Clown - Riso Terapia - Inscrições até 21 de março
Terças das 14h à 17h - 22 de março a 07 de junho
Biblioteca Lenyra Fraccaroli
Praça Haroldo Daltro, 451 Vila Nova Manchester - São Paulo, SP
Telefone : 2295-2295

domingo, 13 de março de 2011

Espetáculo "Cabaré Zona de Riso"


No Centro Cultural São Paulo aconteceu uma oficina realizada por Marcelo Castro e William Amaral com o objetivo de assessorar jovens atores-criadores na construção de números cômicos e,depois de 3 meses de trabalho, o resultado pode ser conferido no espetáculo “Cabaré Zona de Riso” que estreia dia 13/03 no Espaço Cênico Ademar Guerra.

Além dos participantes da oficina, a peça conta em seu elenco com Fernando Sampaio (La Minima) e Márcio Pial (Stand'up) além dos próprios idealizadores em cena. Venha se divertir e dar boas risadas!!!


"Cabaré Zona de Riso"  de 13/03 até 17/04
Domingos, às 20h - Entrada franca (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão)
Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro 1000 (metro Vergueiro)
Espaço Cênico Ademar Guerra (100 lugares) - Censura 12 anos - Duração - 60 minutos

Direção: Marcelo Castro e William Amaral.
Elenco: Fernando Sampaio, Márcio Pial, Marcelo Castro, William Amaral, Adriana Peraro, Clayton Yaso, Edna de Castro Sousa, Giuliano Pallos, Pedro Macedo, Sílvia Lhullier, Silvia Braun e Wilson de Moraes.

Participar pra salvar

 Mais uma vez o Cine Belas Artes precisa da nossa ajuda.
 
A Comissão do Movimento pelo Belas Artes está organizando uma AUDIÊNCIA PÚBLICA a ser realizada na CÂMARA MUNICIPAL de São Paulo, que irá tratar sobre a salvaguarda do Cine Belas Artes e Políticas Públicas em defesa ao patrimônio cultural e artístico imaterial.
 
É muito importante a presença dos paulistas com interesse em proteger nossa história, por isso compareça e, se não for possível, divulgue esse evento. Vamos ajudar a manter o nosso cineclube que orgulhosamente ostenta os dizeres “Desde 1964”.

Sala Sérgio Vieira de Melo – 1º subsolo da Câmara Municipal de SP
Viaduto Jacareí, 100 – República São Paulo - A partir das 19h.

sábado, 12 de março de 2011

Pra um amigo que quase não vejo

Depois de te assistir em tantas mesas
entre tantas amigas garrafas de cerveja
Com histórias, risos e certezas
Buck, eu quero te ver.

Sei que na minha correria
de não parar nem noite e nem dia
não parei nem pra você
e Serginho, eu quero te ver

E o que seu sobrinho diria agora?
Assim que saísse da escola
Pegaria o telefone pra dizer
Tio Buckinho! Eu quero te ver

Então meu querido
é seu quase aniversário
e o que eu te desejo é palco
e você sabe porque ?
Por você transborda talento
e Sérgio Buck...Todo mundo quer te ver!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cabaré Zona de Riso - Trailer

Este é o trailer do espetáculo que eu faço parte, “Cabaré Zona de Riso”, que estreia dia 13 de março no Centro Cultural São Paulo.


Riso garantido ou seu dinheiro de volta.
Entrada Franca – Centro Cultural São Paulo – Metro Vergueiro
Estreia 13/03 – Domingos 20h

Direção: Marcelo Castro e William Amaral
Elenco: Fernando Sampaio, Márcio Pial, Marcelo Castro, William Amaral, Adriana Peraro, Clayton Yaso, Edna de Castro Sousa, Giuliano Pallos, Pedro Macedo, Sílvia Lhullier, Silvia Braun, Wilson de Moraes

Teaser: Clayton Yaso

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre a “Merda” no Teatro

Com um espetáculo prestes a estrear, os desejos de boa sorte, sucesso e merda são frequentes dos amigos. Alguns não entendem a expressão (minha mãe, com vergonha, desejou cocô), então aqui vão duas possíveis explicações para o uso desta palavra.

Primeira Versão:
Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade.
No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo.
Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô.
Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.

Segunda Versão:
Antigamente as pessoas chegavam aos teatros em carruagens. Quanto mais carruagens, mais merda os cavalos deixavam nas ruas e calçadas.
Assim, muitas pessoas entravam no teatro com os sapatos sujos, de merda, e quanto mais merda deixada nos capachos, mais a casa estaria cheia.

Essas histórias surgiram na França e a segunda versão é mais aceita. Na Inglaterra o habito é de falar “Break a Leg” (quebre a perna), mas esta expressão não é tão popular por aqui.

Dizer “boa sorte” dá azar e agradecer quando alguém deseja merda também. O correto seria responder “merda” também. Superstição? Talvez! Mas todos os signos, ritos e mantras do teatro só enriquece a celebração. Então … Pra que contrariar?

MERDA PRA TODOS NÓS !
Caetano Veloso - Musica "Merda"

terça-feira, 8 de março de 2011

Eu Palhaço

Foi quando eu pesquisava sobre cursos a fazer que decidi que Clown seria uma prioridade. Após assistir “I Clown” de Fellini e ler “Manual Minimo do Ator” de Dario Fo, a certeza só fortaleceu, eu iria fazer um curso de Clown.

Esta foi a 2º oficina que realizei, entre a de Mimica e a de Commedia dell'arte, e foi fundamental para me entender até como pessoa. Adianto que o curso de palhaço não é pra qualquer um e muito provavelmente você não aprenderá nada que já não estivesse dentro de você. Se redescobrir de uma maneira ridícula e permitir que o espectador ria com isso pode fazer pessoas entrarem em parafuso com suas vaidades e ego.

O doação do palhaço para com o publico é imensa pois ele permite que riam de seu erros, bobagens e dor, fazendo assim, o publico ri de si mesmo, afinal, quem nunca fez uma palhaçada sequer. Mas existe uma proteção, a menor mascara do teatral, o nariz vermelho (na verdade pode até ser de outra cor).

Mas nela também existe uma obrigação de fazer rir... Um fardo difícil, principalmente para quem está estudando a arte. É necessário a ausência de um senso auto-critico forte durante a cena, pois este poderia acabar com elementos importantes para o clown como o positivismo e a disponibilidade.

Ao contrario que muitos pensam, fazer graça não tem graça! O palhaço não se acha engraçado, tudo aquilo faz parte de sua realidade e é feito com muita verdade cênica por mais que essa realidade seja distorcida, bizarra ou fantástica.

No curso de clown que fiz, aprendi mais sobre o meu “Eu” do que sobre ser palhaço. Na verdade descobri que eu já tinha muito palhaço. Também descobri algo curioso…

Um dia por azar (ou sorte) tive que representar Julieta Montecchio como palhaço e foi engraçado não só para mim, como pra quem assistia. Num outro exercício, o riso não estava acontecendo e o meu professor pediu para que eu continuasse como uma mulher … Foi hilário! Ele pediu para que eu não me chocasse e comentou que talvez o meu clown fosse feminino, que era muito engraçado quando eu interpretava uma mulher e que isso acontecia, por exemplo, também com o Pernalonga quando se vestia de mulher para enganar o Hortelino.

Depois surgiu uma audição e depois surgiu a “Sheyla Axé”…



Cena do funeral do filme "I Clown"

domingo, 6 de março de 2011

Ser um personagem feminino …

Existem alguns desafios que nem todos atores passarão e um deles é interpretar o sexo oposto. È possível se ter uma carreira longa sem nunca se quer ter chegado a interpretar um papel do gênero. Mas e para quem vai passar por isso?

No caso do humor é um recurso ótimo e um homem caricaturando uma mulher é hilário. O recurso inverso, apesar de não ser muito utilizado, tem um resultado interessante como a Cláudia Raia fazendo o malandro no programa “Não Fuja da Raia”.

Numa época de carnaval, pode parecer comum um “homem vestido de mulher”, mas interpretar um personagem é muito mais que isso. Ser e acreditar é muito mais difícil, principalmente para quem vive numa sociedade machista. Mesmo quem acha que não tem preconceitos, como eu, sente as dificuldades que a cabeça vai criando por causa destes.

Imaginem eu! Que nunca me quer se vesti de mulher nem brincado! Me lembro quando precisava escolher um personagem para a audição do Zona de Riso e dentre eles Sheyla Axé parecia a melhor escolha se eu quisesse passar (e eu queria).

Sheyla Axé nasceu da mistura da minha mãe (que sempre errou o nomes das pessoas e sempre foi muito forte em defender suas convicções) com a minha irmã (que queria ser dançarina de axé). Mas será que eu estava pronto para fazer o papel?

Um dia antes da provação, aprendi a fazer a maquiagem com meu amigo Ricardo Cavadas e no dia por causa da barba, fiquei a cara do Clovis Bornay! Na audição, meu amigo Dennis Rodrigo foi o operador de som num cd player que não funcionava. Fui parado no meio da apresentação … tinha tudo pra dar errado … quando o Marcelo Castro (diretor) falou que era pra parar pois eu já havia passado no teste.

Mas ai sim começaram os problemas e as soluções foram achadas esvaziando-me de todas discriminações e pesquisando muito, não só nas mulheres, mas também naqueles que fizeram isso tão bem (Tootsie com Dustin Hoffman, o documentário "Dzi Croquettes" e o musical "Hair Spray", tanto com o Edson Celulari quanto com Jonh Travolta, entre outros). Foi necessário ainda aprender não só a andar, mas a dançar axé de salto altíssimo.

O resultado vocês podem conferir na peça “Cabaré Zona de Riso” no Centro Cultural São Paulo aos domingos as 20h, estreia dia13 de março e a entrada é franca (Mas corra! Pois são apenas 100 lugares).


Aproveito para agradecer a Dennis Rodrigo, Ricardo Cavadas, Marcelo Castro, Willian Amaral, Paulo Bueno, Caio Marinho,Marcelo Mansfield, Carlos Farielo, Flavio Ferreira, Ricardo Napoleão, Lena Arakaki (minha mãe), Vanessa Arakaki (minha irmã), Escola Agência Sagarana, Sérgio Buck, Régio Moreno, Lianna Mateus, Tom Dupin, Roney (meus professores), Adriana Peraro, Edna de Castro Sousa, Giuliano Pallos, Pedro Macedo, Sílvia Lhullier, Sílvia Braun, Wilson de Moraes, Fernando Henrique, Mirian Dias, Bárbara Francesquine , Lindsey Aleixo (Colegas de Curso e Palco), a todos que foram na Academia de Improvisação e a todos que eu acabei esquecendo mas que ainda sim, foram muito importante para a realização deste trabalho.

Muito Obrigado(a) !!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Meu aniverário

Dia 25/02 comemorei meu aniversário no Frey Café e, apesar do intuito deste blog não ser exatamente este, aproveitarei o espaço para agradecer a presença dos meus amigos que transformaram esta noite em uma data inesquecível.

Engraçado como antes eu achava besteira comemorar aniversários, achava que era comemorar que se está ficando velho. Após um acidente que quase morri, entendi o que era comemorar mais um ano de vida.

Foi incrível juntar num só lugar, amigos de tantas partes diferentes da minha vida (escola, cursos, recentes, antigos, etc). Então... Muito obrigado!!!!!

Que os muitos anos de vida que vocês me desejaram sejam muitos anos de amizade!

Peça - Quixotes

Inspirado no clássico Dom Quixote, a peça narra as aventuras de dois artistas populares que interpretam as histórias dos personagens Dom Quixote e Sancho Pança.

Ver a história do cavaleiro da triste figura recontada nas vozes dos dois atores mambembes só aumenta a mensagem do texto de Cervantes. O histórico Teatro Arena é palco desta encenação que, na linguagem do teatro de rua, reconstrói com muito respeito e adapta a aventura para os dias de hoje sem recursos de cenário, baseando-se no trabalho de corpo dos dois atores. 

Meu professor de geografia do cursinho dizia que quem não leu Dom Quixote perdeu metade da vida. Pra quem ainda não se convenceu, esta obra foi eleita como o melhor livro de todos os tempos pelos mais famosos escritores da nossa época.

Se você não conhece ainda as aventuras do cavaleiro e seu fiel escudeiro, esta é uma ótima oportunidade. Se já conhece, não deixe de revive-la na ótica destes dois contadores que, assim como o protagonista do livro, acreditam poder mudar o mundo para melhor. Ajude-os a conseguir. 

Quixotes
Elenco: Andréia de Almeida e Lucciano Draetta.
Duração: 60 minutos.
Recomendação: livre.
Ingressos:R$10,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto).
Sextas e Sábados, às 21h. Domingos, às 20h. Até 13 de março.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet – Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – República.



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Livros Gratis - Funart


Para me desculpar do hiato de posts gerados por alguns eventos ( meu aniversário, ensaios de peça e outras coisinhas mais) e até pela interrupção da acadêmia de improvisação (de volta em breve) achei um presente para compartilhar com os leitores deste blog.

A Fundação Nacional de Arte está disponibilizando no seu site 17 obras completas para download. Destas , 6 são obras interessantes para quem estuda artes cênicas ou se interessa por teatro:


Historia do Teatro Brasileiro - De Anchieta a Nelson Rodrigues
Edwaldo Cafezeiro e Carmem Gadelha. Co-edição: Funarte/UFRJ/Eduerj. A história da sociedade brasileira é escrita do ponto de vista da nossa dramaturgia. Dos ritos indígenas e do teatro colonial, os autores percorrem todo o desenvolvimento da dramaturgia nacional para chegar à modernidade do teatro brasileiro, sintetizada na figura de Nelson Rodrigues. Download

Angel Vianna : sistema, método ou técnica? - Organização de Suzana Saldanha Bailarina, coreógrafa, professora e pesquisadora, Angel Vianna é uma referência no campo das artes cênicas. O livro reúne ensaios de profissionais de diferentes áreas do conhecimento que entraram em contato com o trabalho de Angel. Além de analisar a obra da artista, os autores abordam experiências que marcaram sua vida e foram determinantes para o desenvolvimento desse trabalho, como a relação com Klauss Vianna, a descoberta do sistema Laban, o envolvimento com o teatro e os estudos de anatomia e belas artes.Download

Repeitável Publico... O circo Encena - Erminia Silva e  Luís Alberto de Abreu A contemporaneidade da linguagem circense e o seu diálogo contínuo com os movimentos culturais de sua época são temas destacados por Erminia Silva em parceria com Luís Alberto de Abreu. O livro desvenda a rotina das trupes circenses brasileiras, resgatando os valores e memórias desses grupos. Com glossário circense.Download

Ankito, minha vida ... Meus Humores - Denise Casais Primeira biografia de Ankito, o circense que se tornou um dos ícones das chanchadas cinematográficas.Download



Batalha de Quimera -Sebastião Milaré Personagem decisivo no processo histórico que levou a uma renovação da cena cultural brasileira, Renato Vianna lançou o teatro ao encontro dos ideais modernistas e  trabalhou para fazer dele a base da criação de uma identidade nacional. Batalha da Quimera apresenta aos leitores uma análise de sua trajetória profissional.Download

Circo-Teatro Benjamim de Oliveira e a teatralidade no Brasil - Ermínia Silva
 Com sua pesquisa Ermínia Silva lança um olhar diferente sobre o fenômeno circense. Para isso, focaliza uma época bastante significativa no desenvolvimento do circo brasileiro – de 1870 a 1910, aproximadamente – e recupera uma figura emblemática do período: o artista circense Benjamim de Oliveira.Download

Para fazer o download, basta clicar no link no final da sinopse de cada livro. Para conhecer todos os livros disponibilizados para download acesse http://www.funarte.gov.br/edicoes-on-line/. Em breve uma enxurrada de novos posts aqui no blog e me desculpem pelo hiato!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ImproFit - Recado + Dicas

A Acadêmia de Improvisação -ImproFit- que agora acontece somente aos domingos, iniciará um pouquinho mais tarde no proximo encontro, as 16h, por causa do evento “Entradas Sem Saída com Clã” na Casa das Rosas (post abaixo). No próximo domingo voltamos a programação normal. Para quem está lendo pela primeira vez sobre a acadêmia, ela é um encontro que acontece no Centro Cultural São Paulo para exercitar improvisação de maneira livre (procure posts deste blog no marcador ImproFit para mais informações)

Agora … Algo completamente diferente!

*15 Dicas para improvisar uma boa cena* (baseado no texto de Keith Johnstone)

1- Fazer ofertas
2- Não pensar adiante
3- Desenvolver ação e envolver o parceiro na realização da ação
4- Aceitar e/ou super-aceitar
5- Quebrar a rotina
6- Estabelecer bem o ambiente
7- Fazer afirmações
8- Achar um final pra cena
9- Escolher claramente um papel
10- Não esquecer o titulo da cena
11- Colocar o outro em dificuldade. Lançar desafios
12- Ir contra a expectativa. Sempre surpreender
13- Quanto mais se fala, menos sentimento se mostra
14- Contar uma estoria e vive-la
15- Correr riscos

Caso você esquecer alguma das dicas... Improvise!

Entradas Sem Saída com Clã - Estúdio das Artes Cômicas

No próximo domingo, dia 13 de fevereiro o grupo Clã Estúdio de Artes Cômicas se apresentará na Casa das Rosas. Uma "clown-binação” de números com sustos, escorregões, bruxas, poções erradas e trágicas conseqüências.
É só chegar! Entrada grátis.

Domingo, 13 de fevereiro · 15:00 - 16:00
Casa das Rosas - Av. Paulista, 37 - São Paulo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

As Duas Viagens de Lecoq

O "Quintal de Criação", espaço com tem cerca de 300 metros quadrados, e abriga local dedicado à leitura de peças, workshops, oficinas de palhaços e ensaios estará exibindo gratuitamente o documentario "As Duas Viagens de Lecoq" seguido de debate com Ricardo Napoleão.

Lecoq X Decroux
Jackes Lecoq, ao lado de Decroux, foram os maiores professores de mímica em Paris por mais de quarenta anos.Ao contrário de Decroux, que defendia a mímica pura, Jacques Lecoq entra para este cenário como se previsse a síntese que estava por vir e, de fato, encorajou o hibridismo.

Apesar de já terem sido considerados opostos e até rivais por alguns é fácil reconhecer vários princípios em comum entre eles. O mais notório é que ambos mantiveram aceso o espírito da Ecole du Vieux Colombier. Lecoq afirma que ensinou o mímico a falar. Já formou diversos profissionais, como Pierre Byland, Phillipe Gaulier, Claude Evard, Phillipe Avron, Alberto Vidal, Ariane Mnouchkine, Steven Berkoff, Luis Otávio Burnier, entre tantos. Se hoje ouvimos falar sobre o trabalho do clown, do bufão, das máscaras, do Circo Novo, da Mímica Contemporânea e do Teatro Físico, devemos muito dessa responsabilidade a Jacques Lecoq.


"As Duas Viagens de Lecoq" exibição de filme seguido de debate com Ricardo Napoleão.
Entrada gratuita - 12 de fevereiro - Sábado 20h - 23h
Quintal de Criação - Rua Medeiros de Albuquerque, 381 - Vila Madalena - São Paulo

Sobre o Clown

O Clown é a exposição do ridículo de cada um, logo, ele é um tipo pessoal e único. Assim qualquer um pode ter um Clown com tendências e estilos baseados na sua personalidade.
O Clown, portanto, não representa, ele é. Não se trata de um personagem, ou seja uma entidade externa a nós, mas da ampliação e dilatação dos aspectos ingênuos, puros e humanos, portanto ‘estúpidos’ do nosso próprio ser.

O Clown não serve apenas para fazer rir, ele pode ser poético, lírico e muitas vezes fazer chorar.
Então basicamente ele é completamente baseado em nossas características: boas e ruins.
O Clown muitas vezes parece inadequado e impertinente; entretanto, seu descomprometimento e aparente ingenuidade lhe dão o poder de zombar de tudo e de  todos impunemente, é claro que sabendo agir com sensibilidade e inteligência.

O Clown pode ir a qualquer lugar sem se preocupar com nada, ele é adequável a tudo e a todos, para ele tudo é possível, mas nem tudo é fácil e em tudo existe a possibilidade para o riso.Mas, para alcançar o estado do clown, o ator procura adequar suas matrizes internas às características do palhaço. O Resumo disso propicia a expressão de uma particularidade através de um tipo cômico aparentemente imutável. Isso confere ao palhaço um grau de universalidade que se manifesta de forma particular. Ou seja, ele é, ao mesmo tempo, único e universal.
 
O Clown não é um ator e nem um personagem, o ator vê o erro e disfarça e o clown vê o erro e se diverte com ele, mostra para o público que errou. O Erro é bom e torna – se um instrumento de trabalho. Enquanto o ator é um personagem e não pode fugir dele, o palhaço não tem limitações ele nunca é o mesmo, ele nunca tem a mesma idade, ele não tem regras. Ele se transforma no que ele quer, ele é o que ele quer ser.

O Clown não se limita a mostrar o defeito das pessoas, eles podem se tornar interessantes e engraçados. As pessoas rindo de si mesmas não condenariam quem revelou seus defeitos.

QUANDO APRENDEMOS A ENXERGAR NOSSOS DEFEITOS E ACEITA – LOS, SE TORNA MAIS FÁCIL ACEITAR E CONVIVER COM O MESMO "

(texto extraido do site do grupo Clown Circo )